7.2- Proteção Coletiva

 

A meta principal de atenção em relação à proteção do trabalho deve visar a instituição de medidas coletivas. Deve ser priorizada em relação à proteção individual que pode ser, entretanto, a única maneira viável de se fornecer uma proteção adequada.

Em relação às medidas de proteção coletiva, destacamos:

 

Proteção Contra o Ruído

 

Materiais Absorventes

 

O ruído atinge o trabalhador por via direta ou reflexão. Quem opera a máquina produtora de ruído recebe energia sonora por via direta e também por reflexão. Outros trabalhadores em locais mais distantes da máquina recebem tal energia sonora por reflexão. Conhecendo-se o coeficiente de absorção dos materiais e a radiação do som pelas máquinas, podemos preparar edificações com superfícies de fácil absorção acústica e barreiras do mesmo material.

 

Isolamento de Vibrações

 

A montagem adequada das máquinas pode reduzir ao mínimo a emissão de ruídos. A superfície de apoio das máquinas deve ser sempre avaliado, assim como os materiais isolantes ou absorventes a serem empregados nestas superfícies com o intuito de reduzir as vibrações que provoquem ruídos.

 

Barreira e Enclausuramento

 

Na impossibilidade de redução do ruído na máquina ou em sua superfície de apoio, recomenda-se o enclausuramento da mesma através de edificações e barreiras adequadas, com materiais específicos utilizados na construção civil.

 

Calor

 

A propagação do calor é feita de molécula a molécula (condução). O ar quente tem moléculas menos densas que se deslocam para cima e o calor transmite-se por meio de ondas eletromagnéticas (radiação). Como medidas coletivas de proteção ao calor, em suas diversas formas de propagação, recomendam-se: insuflação de ar fresco por ventilação mecânica, aberturas de janelas em paredes ou ventilação mecânica para aumentar a movimentação do ar (velocidade) e diminuir o colchão de ar quente na parte superior da área laborativa, barreiras refletoras (que são de grande valia na redução do calor radiante).

A proteção coletiva apóia-se quase que exclusivamente na área de atuação do trabalhador e nas máquinas que ali funcionam. Caso as medidas coletivas alcancem os resultados esperados, o trabalhador exercerá suas atividades em ambiente agradável, seguro, sem repercussões danosas para sua saúde e sem ter que utilizar equipamentos de proteção individual, que, na maioria das vezes, constituem grande fator de desconforto e irritabilidade, principalmente no nosso clima. Evidentemente, não havendo possibilidade de se tornar coletiva a proteção, o uso do equipamento de proteção individual se faz obrigatório.

O campo para tentar o aprimoramento de tais equipamentos está em aberto e constitui um desafio futuro para que tenhamos proteção adequada com comodidade e conforto para o usuário.