A meta
principal de atenção em relação à proteção do trabalho deve visar a instituição
de medidas coletivas. Deve ser priorizada em relação à proteção individual que pode
ser, entretanto, a única maneira viável de se fornecer uma proteção adequada.
Em relação
às medidas de proteção coletiva, destacamos:
Proteção Contra o Ruído
Materiais Absorventes
O ruído
atinge o trabalhador por via direta ou reflexão. Quem opera a máquina produtora
de ruído recebe energia sonora por via direta e também por reflexão. Outros trabalhadores
em locais mais distantes da máquina recebem tal energia sonora por reflexão. Conhecendo-se
o coeficiente de absorção dos materiais e a radiação do som pelas máquinas, podemos
preparar edificações com superfícies de fácil absorção acústica e barreiras do mesmo
material.
Isolamento de Vibrações
A montagem
adequada das máquinas pode reduzir ao mínimo a emissão de ruídos. A superfície de
apoio das máquinas deve ser sempre avaliado, assim como os materiais isolantes ou
absorventes a serem empregados nestas superfícies com o intuito de reduzir as vibrações
que provoquem ruídos.
Barreira e Enclausuramento
Na impossibilidade
de redução do ruído na máquina ou em sua superfície de apoio, recomenda-se o enclausuramento
da mesma através de edificações e barreiras adequadas, com materiais específicos
utilizados na construção civil.
Calor
A propagação
do calor é feita de molécula a molécula (condução). O ar quente tem moléculas menos
densas que se deslocam para cima e o calor transmite-se por meio de ondas eletromagnéticas
(radiação). Como medidas coletivas de proteção ao calor, em suas diversas formas
de propagação, recomendam-se: insuflação de ar fresco por ventilação mecânica, aberturas
de janelas em paredes ou ventilação mecânica para aumentar a movimentação do ar
(velocidade) e diminuir o colchão de ar quente na parte superior da área laborativa,
barreiras refletoras (que são de grande valia na redução do calor radiante).
A proteção
coletiva apóia-se quase que exclusivamente na área de atuação do trabalhador e nas
máquinas que ali funcionam. Caso as medidas coletivas alcancem os resultados esperados,
o trabalhador exercerá suas atividades em ambiente agradável, seguro, sem repercussões
danosas para sua saúde e sem ter que utilizar equipamentos de proteção individual,
que, na maioria das vezes, constituem grande fator de desconforto e irritabilidade,
principalmente no nosso clima. Evidentemente, não havendo possibilidade de se tornar
coletiva a proteção, o uso do equipamento de proteção individual se faz obrigatório.
O campo
para tentar o aprimoramento de tais equipamentos está em aberto e constitui um desafio
futuro para que tenhamos proteção adequada com comodidade e conforto para o usuário.